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Cláudio Dubeux. Alexandre Berzin. Benício Dias. Alcir Lacerda. Mesmo fora do restrito mundo da fotografia de Pernambuco, esses são nomes reconhecidos pelo seu trabalho retratando o estado e sua capital, ao longo das décadas estendidas entre o final do século XIX e meados do XX. Suas composições em branco e preto trazem para os dias atuais as paisagens, pessoas, arquitetura, transformações e acontecimentos que eles testemunharam em sua época. Contudo, para além dos profissionais celebrizados, há também uma legião de fotógrafos amadores, anônimos que, com suas Rolleiflex e Leicas penduradas no pescoço, percorriam as ruas do Recife clicando a vida cotidiana e transformando em arte aquilo que enxergavam através de suas lentes. Entre eles estava Ivan Granville, contador de usina de cana-de-açúcar que, durante o seu tempo livre, dedicava-se à sua verdadeira paixão: flanar pela cidade e capturar, através de sua câmera, as formas dos edifícios e as feições das pessoas com quem cruzava em suas andanças. Principalmente durante as décadas de 1930 e 40, mas também nas de 50 e 60, Granville registrou tanto os novos arranha-céus que começavam a pontilhar a paisagem da capital pernambucana quanto o casario tipicamente colonial de Olinda; apontou sua câmera tanto para os foliões durante o carnaval quanto para as lavadeiras de rio na dura lida diária. E assim, discretamente, construiu um essencial – e jamais visto anteriormente – acervo imagético de um Recife que não mais existe.

O livro será lançado pela Editora Cepe, provavelmente no começo de 2017.

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